Telhados e coberturas ecolÓgicas

Os materiais que utilizamos nos telhados dos nossos edifícios são um dos grandes responsáveis pelo aquilo que tecnicamente se chama ilhas de calor urbanas, ou noutro termos, pelo acréscimo de vários graus centígrados nas temperaturas médias das nossas cidades, comparativamente às temperaturas das zonas rurais circundantes.

O uso de materiais altamente refletivos (telhados frios ou telhados refletivos) e o uso de telhados vegetados são uma tentativa de responder a esta questão ambiental, e aos seus efeitos negativos.

De qualquer modo, os nossos telhados têm outros impactos térmicos e ambientais mais diretos. Eles são causa de desconforto térmico a nível dos nossos edifícios e de altos gastos de ar condicionado – algo que basicamente tem que ser combatido por via do isolamento térmico das coberturas inclinadas e sobretudo dos sótãos e tetos.

Os nossos telhados são, por outro lado, uma causa de enormes quantidades de lixo sólido, associados à renovação dos mesmos e ao lançamento de enormes quantidades de telhas e outros materiais para os aterros sanitários.

Embora materiais tradicionais como as telhas cerâmicas sejam altamente recicláveis, na prática o nível de reciclagem é baixo.

Telhas e materiais recicláveis

Há que preferir telhas de materiais recicláveis, quer elas sejam cerâmicas, metálicas ou de outros materiais.

Há, por exemplo, dezenas de empresas reciclando milhões de pneus velhos, transformando-os em telhas à base de borracha. Ou dezenas de companhias reciclando materiais plásticos e metálicos, transformando-os em telhas e materiais para telhados, leves e baratos.

O problema com estes materiais é que é difícil de avaliar a sua durabilidade e eficiência energética. Eles são muitos, e é difícil desmontar os argumentos dos fabricantes, que podem estar altamente desfocados.

Telhas fotovoltaicasTelhas fotovoltaicas

Que dizer das telhas fotovoltaicas, com o formato das telhas cerâmicas tradicionais, integrando mini-painéis fotovoltaicos na sua parte lisa – telhas capazes de preencher as necessidades elétricas dos edifícios onde estão montadas?

O conceito é excelente, e pode vir a impor-se no futuro. Mas há que ter em conta a questão dos seus custos atuais: sem instalação em grande escala, sem adequados enquadramentos macroeconómicos e logísticos, este tipo de solução não é atualmente competitiva.

É algo que é extensivo à instalação dos painéis fotovoltaicos comuns, só que agravado por via da questão das economias de escala (enquanto a instalação não for massificada, a competitividade fica comprometida). Os preços dos painéis solares fotovoltaicos baixaram em 70% ou mais nos últimos anos, mas os custos de contexto e de instalação podem retirar-lhes competitividade, sem adequados enquadramentos (ver este infográfico: Será que a eletricidade solar fotovoltaica é acessível sem ajudas estatais?).

 

 

 

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