Sistemas fotovoltaicos e sua ligaÇÃo À rede elÉtrica: Sim ou NÃo?

Nota: o conteúdo desta página é também válido para pequenos sistemas eólicos desenhados para fornecer eletricidade a edifícios.

É hoje bastante fácil instalar um sistema fotovoltaico autónomo, desligado das redes elétricas tradicionais.

Noutros termos: podemos instalar painéis fotovoltaicos nas nossas casas (ou escolas, ou outros edifícios...) e dimensionr e equipar o sistema com baterias, de modo a não dependermos de terceiros a nível do fornecimento de eletricidade.

Mas será que, na perspetiva dos proprietários dos edifícios, isso é vantajoso?

Não será mais vantajoso manter os novos sistemas solares-fotovoltaicos, instalados nos nossos dos nossos edifícios, ligados às redes existentes, vendendo e comprando eletricidade aos operadores elétricos?

A resposta é: na esmagadora maioria dos casos sim. Os sistemas autónomos são mais caros, ou muito mais caros; eles só se justificam e só são verdadeiramente vantajosos para edifícios e propriedades isoladas, longe da rede elétrica.

Ligação dos sistemas fotovoltaicos de residências e outros edifícios às redes elétricas

A ligação de um sistema fotovoltaico montado num edifício à rede elétrica geral tem óbvias vantagens: o edifício em causa pode canalizar para a rede o excesso de produção elétrica de certas horas do dia, e ser pago por isso. E pode por outro lado abastecer-se nessa mesma rede nos períodos ou dias em que o seu consumo excede os seus níveis de produção elétrica.

A alternativa - um sistema autónomo baseado num sistema de baterias, capaz de armazenar eletricidade para os períodos em que o consumo excede a produção – é um sistema naturalmente mais caro. E também um sistema com muito mais desperdício e que à partida tem que estar "sobredimensionado" de modo a prevenir ruturas.

A não ser que as condições impostas pela operadora elétrica sejam muito desvantajosas (em termos de preços de compra e venda da eletricidade), os sistemas articulados com a rede elétrica geral são claramente mais vantajosos.

As futuras redes elétricas
A perspetiva, em termos de futuro, envolve sistemas de software específicos, capazes de gerir de forma integrada as produções e necessidades individuais de milhões de edifícios e de pontos de produção elétrica de um país, articulando essa produção com as necessidades dos sistemas de transportes urbanos, e com o fornecimento de eletricidade a milhões de automóveis e outros veículos elétricos – algo obviamente impossível no quadro de edifícios eletricamente autónomos em termos de produção elétrica.

Acordos com as operadoras elétricas

Os termos dos acordos com as operadoras elétricas – a nível das condições e dos preços de compra e venda de eletricidade à rede – é matéria essencialmente política e que pode variar muito no futuro próximo.

Mas tecnicamente essa articulação é fácil e baseia-se em contadores bidirecionais, capazes de medir a eletricidade descarregada na rede e a eletricidade retirada desse mesma rede (em vez dos contadores tradicionais unidirecionais, que apenas medem a eletricidade que é consumida).

sistemas de baterias para sistemas fotovoltaicos autónomosSistemas autónomas

Como se referiu acima, os sistemas fotovoltaicos autónomos requerem 1) um sistema de baterias; mas requerem igulamente 2) um controlador de carga, 3) um transformador de corrente, 4) um sistema de cabos e controladores e interruptores de segurança; e 5) também um sistema de geração elétrica a diesel, para períodos críticos de baixa produção elétrica.

As baterias são normalmente de dois tipos: de chumbo-ácido (FLA) ou baterias seladas AGM/gel. As segundas não requerem manutenção, mas as primeiras têm uma duração maior (que no entanto raramente ultrapassa os 6-10 anos, ao contrário do que acontece com os outros elementos do sistema, com uma longevidade significativamente mais alta).

O controlador de carga é, a seguir as baterias, o elemento mais crítico de um sistema fotovoltaico autónomo: ele controla o fluxo elétrico da e para as baterias, e evita problemas de sobrecarga. Os novos controladores têm um circuito integrado de proteção, de modo a prevenir potenciais problemas de sobrecarga.

Todos estes elementos tornam os sistemas de produção autónoma de eletricidade fotovoltaica significativamente mais caros do que os sistemas integrados na rede. Eles só ganham sentido em comunidades isoladas, ou para quintas ou edifícios longe das linhas elétricas regionais ou nacionais.

 

 

 

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