como preencher 100% das necessidades elÉtricas com um "pequeno" sistema fotovoltaicO

Nota: o conteúdo desta página é também válido para pequenos sistemas eólicos desenhados para fornecer eletricidade a edifícios.

Os sistemas solares fotovoltaicos podem ser uma excelente opção. Eles podem produzir eletricidade durante 25 anos ou mais, e preencher todas as necessidades elétricas dos nossos edifícios, sem custos operacionais e sem emissões de gases de estufa.

Mas não se esqueça: os sistemas fotovoltaicos devem ser desenhados para satisfazer todas as necessidades elétricas, ou a maior parte, do edifício onde vão ser instalados.

Um sistema que apenas satisfaça uma pequena parte do consumo elétrico de um edifício - digamos, 20% ou 30%, ou mesmo 50% - não é uma boa opção.

Perguntar-se-á: mas não será que isso requere uma área de painéis demasiado grande e cara? E será que isso é possível e desejável?

Apresentam-se as respostas a seguir.

Os sistemas fotovoltaicos podem e devem satisfazer todas ou grande parte das Necessidades elétricas dos edifícios Onde Vão Ser Instalados.

É um erro instalar-se um sistema fotovoltaico numa casa, numa escola, ou num qualquer outro edifício que não tenha sido previamente preparado ou melhorado em termos energéticos. Isso acaba por ser um desperdício!

O que é que se quer dizer exatamente com isto?

Imagine uma casa com janelas ineficientes e com um baixo nível de isolamento térmico a nível do seu sótão. Isso tem, em geral, um forte impacto em matéria de gastos energéticos com climatização. E para preencher esses gastos através de um sistema fotovoltaico seria necessário instalar uma área de painéis fotovoltaicos bastante maior do que aconteceria se o edifício estivesse equipado com janelas altamente eficientes e com bons níveis de isolamento térmico. Algo que não tem sentido.

Ou seja: primeiro há que que investir na eficiência energética do edifício, em áreas como janelas e isolamento térmico; é um erro estar-se a instalar um grande sistema fotovoltaico numa casa, escola ou qualquer outro edifício que desperdiça grandes quantidade de energia por via das suas janelas ou a nível dos seus sótãos, paredes e outros pontos, por falta de isolamento térmico.

E o que se refere acima a propósito de janelas, ou a nível do isolamento térmico dos edifício, é válido para outras áreas e é aplicável aos equipamentos usados a nível dos edifícios. Há também que reduzir os seus consumos elétricos o mais possível, antes da instalação de um sistema fotovoltaico.

Veja-se, por exemplo, o caso do consumo energético de frigoríficos e outros eletrométricos, ou de computadores e produtos da eletrónica, ou o consumo associado aos sistemas de iluminação. Eles podem normalmente ser reduzidos em 50% ou mais, por via de uma escolha adequada de unidades eficientes energéticamente e/ou por via de medidas diversas de controlo dos consumos elétricos.

O que por seu turno tem as implicações referidas mais acima: a possibilidade de se instalar sistemas solar-elétricos envolvendo uma superfície de painéis fotovoltaicos bastante menor.

Sistemas Fotovoltaicos, Novos Edifícios e Edifícios Existentes

É certo que não é fácil reduzir os consumos energéticos em edifícios existentes.

Há muitas áreas possíveis de ganhos de eficiência energética, mas se um edifício for extremamente ineficiente energéticamente, e se não for possível ou for demasiado caro reduzir fortemente os seus consumos elétricos, então muito provavelmente não faz sentido instalar um sistema fotovoltaico nesse edifício.

Ou seja: é sobretudo a nível dos novos edifícios ou no quadro de grandes remodelações envolvendo edifícios existentes, que os melhoramentos de eficiência energética são mais exequíveis, e é neles que a instalação de painéis solares fotovoltaicas ganha mais pertinência.

Por via das vias acima referidas, e por via de adequadas opções em matéria de orientação ou proteção solar do edifício, ou a nível do seu dimensionamento e da posição e tamanho das janelas, são possíveis enormes ganhos em matéria de poupanças de energia. É possível, em muitos casos, reduzir os consumos elétricos em percentagens da ordem dos 70-80%. O que viabiliza sistemas fotovoltaicos bastante mais pequenos e baratos.

A alternativa são grandes superfícies de sistemas fotovoltaicos, demasiado caros, que não são competitivos nem vantajosos sob o ponto de vista económico.

 

 

 

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