TAMANHO E POSICIONAMENTO DAS JANELAS

O tamanho das janelas e o seu posicionamento exato é dos fatores que mais importância têm nos ganhos e perdas térmicas das nossos edifícios e, portanto, nas faturas energéticas, no conforto oferecido pelo edifício, e no impacto sobre o ambiente.

O tipo de vidro das janelas, o material dos caixilhos/esquadrias e o nível de proteção das janelas (por via de sombreamento, estores, lajes, varandas ou outros meios) podem atenuar os efeitos de um dimensionamento e posicionamento errado. Nesse sentido o posicionamento e a dimensão das janelas pode variar dentro de certos limites. É no entanto errado pensar que podemos compensar um mau posicionamento e questões de sobredimensionamento por via da qualidade e eficiência dos elementos das janelas.

Moradias e apartamentos

Se vai construir uma nova moradia considere cuidadosamente a dimensão das suas janelas, nos vários lados da moradia. Não subdimensione mas também não sobredimensione. Tenha em consideração as dimensões referidas abaixo.

Se vai alugar ou comprar um apartamento prefira um apartamento cujas janelas estejam em conformidade com os princípios aqui referidos e tenha sobretudo em conta a orientação das janelas. Em apartamentos com janelas viradas apenas para uma ou duas direcções geográficas, há que considerar cuidadosamente os impactos dessa orientação e do tamanho das janelas..

O melhor Tamanho

O tamanho ideal das várias janelas varia com o lado do edifício, o clima local, os ventos e brisas dominantes e alguns objetivos específicos; e em parte também com o tipo de materiais de que a casa é feita e os seus níveis de isolamento térmico.

Brasil, zonas climáticas quentes

Em climas quentes (húmidos mas também climas secos) sem necessidades de aquecimento durante o inverno, os edifícios e as suas janelas devem ser projetados de modo a minimizar a exposição solar das janelas durante todo o ano, e a beneficiar sempre que possível de brisas frescas.

O tamanho das janelas – em todos os lados do edifício - deve ser neste caso relativamente reduzido (10-20% do tamanho das divisões onde as janelas se situam) e estritamente em função das necessidades de iluminação e de ventilação.

Janelas viradas ao sol de inverno em climas com significativas necessidades de aquecimento: Janelas Viradas a Norte, no caso do Brasil; janelas viradas a Sul, no caso português

Estas janelas recebem pelo menos o dobro dos ganhos solares das janelas viradas a Este e a Oeste.

Elas são excelentes para ganhos solares em climas com invernos frios e devem por isso ser dimensionadas de modo a obterem esses ganhos. Ou seja: o seu tamanho deve situar-se acima dos 20% do tamanho das divisões, eventualmente próximo dos 30%, caso não haja risco de rutura térmica (excessos de calor no verão, ou de perdas térmicas no inverno).

Considere também questões como varandas, palas, beirais e outros meios de sombreamento das janelas, para efeitos de proteção das mesmas no período do verão, atendendo aos ângulos do sol no céu, ao longo dos vários períodos do ano.

Janelas viradas a este e oeste

Estas janelas recebem pouco sol no inverno, e no início da primavera e fim do outono, mas recebem muita luz solar no verão e nos meses adjacentes.

Devem por isso ser de tamanho modesto ou pequeno (climas mais quentes) e devem beneficiar de bastante sombra, no período quente. Os envidraçados devem ser tingidos ou do tipo low-e.

Outras janelas

As janelas viradas a sul (no caso brasileiro) ou a Norte (caso português) recebem pouco sol direto, nenhum do qual no inverno. Devem por isso ser pequenas: 5-10% do tamanho das divisões.

Elas podem ser bastante úteis em estratégias de ventilação natural, usando brisas. Caso o edifício permita estratégias de ventilação natural, elas devem ser do tipo de abrir, ou seja, com abertura lateral para o exterior, caso a canalisação e o redireccionamento de brisas seja um objetivo a considerar.

 

 

 

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