etiquetas energÉticas de janelas

O Brasil não tem neste momento um sistema de etiquetagem energética das janelas que estão a ser comercializadas, ao contrário do que acontece em Portugal (desde 2013) e de grande número de países europeus, ou da Austrália e da América do Norte.

Trata-se aparentemente de uma questão técnica e sem grande importância, mas que é de facto uma questão crucial. As janelas interferem poderosamente com o conforto térmico dos nossos edifícios e com os nossos gastos em ar climatizado, e indiretamente com os gases de estufa e outros lançados para a atmosfera. Em termos mundias, janelas ineficientes estão na base de biliões de toneladas de gases de estufa, lançados para a atmosfera, todos os anos.

A importância da etiqueta energética para os compradores

Uma etiqueta energética é uma forma rápida de os compradores de janelas terem em conta a sua qualidade e o impacto dessas janelas nos consumos de energia e nos níveis de conforto térmico do edifício.

As etiquetas dispensam a análise e estudo dos vários coeficientes técnicos (nomeadamente os factores U e G, que medem a resistência às perdas e ganhos indesejados de calor) caracterizadores das janelas, para além de atestarem a sua valia em termos de qualidade de fabrico. A classificação tem em conta os tipos de vidro utilizados nas janelas e as suas películas internas, ou questões como os gases de enchimento dos painéis de vidro e os materiais que compõem os caixilhos/esquadrias e eventuais pormenores como cortes térmicos..

Escolher uma janela com a classificação A em vez de uma janela com a classificação F corresponde aproximadamente a escolher uma janela 50% mais eficiente, ou seja, capaz de reduzir os ganhos ou as perdas indesejadas de calor em 50% - e portanto capaz de reduzir as faturas ligados ao ar condicionado e ao aquecimento em pelo menos 15%-25% (admitindo que os ganhos e perdas de calor por via das janelas são responsáveis por 30-50% do total desses gastos, o que é muito comum).

A etiqueta energética portuguesa para janelas
Etiqueta energ�tica de janela

Como se mostra ao lado, a etiqueta energética portuguesa classifica a janela numa escala que vai de A a G, em que A corresponde ao desempenho máximo para o clima português.

Portanto, será de toda a conveniência que escolha uma janela com a classificação de A, mesmo que ela seja significativamente mais cara. Vai ganhar em conforto e nas suas faturas energéticas, ao longo dos muitos anos de vida útil da janela.

Há poucos elementos mais importantes do que as janelas para o conforto térmico de um edifício e para os seus gastos em climatização. Todas as janelas em contacto direto ou indireto com os espaços interiores das nossas casas e os nossos espaços de trabalho devem ter uma eficiência energética máxima.

Há a tentação por parte dos construtores e dos proprietários das casas em poupar em termos de custos de construção e, portanto, em termos de qualidade energética das janelas. Mas isso é um erro com custos enormes, incluindo ambientais. Em geral, mesmo admitindo que os consumos em climatização portugueses e brasileiros são relativamente diminutos, uma janela energeticamente eficiente acabará mais tarde ou mais cedo por se pagar a si mesma em termos de poupanças de eletricidade e gás.

O caso brasileiro

Como já foi referido atrás, as janelas brasileiras não envolvem, neste momento, uma etiqueta energética; os fabricantes de janelas não são obrigados a submeter as suas janelas ao SEEP.

E assim sendo, só há uma maneira de se assegurar da valia energética das janelas que se proponha comprar: analisar as suas especificações técnicas, nomeadamente os fatores U, G, L e V, e a qualidade e o tipo de material das suas esquadrias.

Ver a este propósito: Coeficientes Energéticos Usados na Avaliação de Janelas.

 

 

 

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