Isolamento tÉrmico em novas moradias

As moradias do futuro serão Edifícios Energia Zero, ou Quase Energia Zero, ou seja, com muito baixos consumos de eletricidade e gás, que poderão ser preenchidos por via de sistemas solares fotovoltaicos próprios, ou outras fontes de energia renovável.

A União Europeia, através da sua Directiva 2010/31/UE , prevê isso mesmo, a partir de 2020. Os novos edifícios europeus terão que ser capazes de preencher a maioria dos seus consumos de energia. É um movimento que está a ganhar fôlego.

Os nossos edifícios devem deixar de ser os maiores consumidores de energia – maiores que o setor dos transportes ou a indústria. Isso tem, para além de outros custos, um enorme impacto ambiental em termos de produção de gases de estufa (ver, a este propósito: Esbanjamento de energia e poluição associada a edifícios).

Um dos elementos críticos para se conseguirem moradias energia zero reside nos níveis de isolamento térmico das suas paredes, janelas, tetos e outros elementos do seu envelope. Moradias bem isoladas termicamente poderão baixar os seus consumos em climatização em pelo menos 80%.

O caso brasileiro e português

Naturalmente, os níveis de isolamento são um fator particularmente importante em climas frios, o que não é o caso do Brasil ou mesmo de Portugal. E isso levanta a questão: quais os níveis ideais de isolamento térmico que devem ser aplicados às novas moradias, no Brasil ou em Portugal?

Isolamento térmico de Moradias em climas quentes

O isolamento térmico, em climas quentes, é particularmente importante a nível de janelas, telhados e sótãos. São as áreas mais críticas, e onde os níveis de isolamento devem ser mais altos.

Os níveis de isolamento a nível dos pisos pode ser baixo, ou nulo em alguns casos.

Climas quentes também não necessitam de altos níveis de isolamento térmico das paredes, embora ele seja importante. Em nova construção aposte em níveis de isolamento da ordem dos R-10 (valores entre U-0.6 e U-0.7).

Ver, para mais detalhes: Níveis de isolamento desejáveis

Isolamento Térmico em climas temperados, tipo Português e Sul do Brasil

Embora os níveis ideais de isolamento dependam sempre das características das casas, e de fatores climáticos regionais, há toda a vantagem em instalar altos níveis de isolamento térmico em todo o envelope das moradias, em climas moderados.

As janelas devem ser criteriosamente escolhidas de acordo com as suas características térmicas, e deve ser instalados níveis de isolamento da ordem dos U-0,29 (R-20) nas paredes exteriores, U-0,11 (R-50) nos sótãos e U-0,29 (R-20) nos pisos (A Eurima aconselha níveis bastante mais baixos: entre U-0,5 e U-0,7 nas paredes exteriores e entre U-0,4 e U-0,5 nos telhados/sotãos, o que quanto a nós está abaixo do ideal).

Para mais pormenores, ver: Janelas eficientes

Notas importantes

Todos os elementos da sua nova moradia - paredes, sótãos, pisos, janelas... - devem ser criteriosamente isolados em termos térmicos, atendendo aos níveis ideais referidos acima.

Não tente poupar dinheiro instalando baixos níveis de isolamento térmico. Aposte numa estratégia de super-isolamento térmico. Considere nível bastante altos de isolamento térmico. Lembre-se de que os códigos de construção exigem ou recomendam mínimos que são largamente insuficientes.

É o seu conforto térmico e são os seus gastos em climatização, ao longo das próximas dezenas de anos, que estão em causa. Vale a pena investir em isolamento térmico. Retificações aposteriori dos níveis de isolamento térmico serão sempre muito mais caras ou impraticáveis.

Tenha em atenção possíveis pontes térmicas, nomeadamente as ligadas aos vigamentos, às tubagens, à periferia de janelas e portas, e aos cantos e interseções da casa. Há que evitar pontes térmicas. São questões a equacionar cuidadosamente com o seu arquiteto e construtor (certifique-se previamente de que eles são suficientemente informados na área da eficiência energética de edifícios; a grande maioria não o é).

 

 

 

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