tipos e capacidade dos Pequenos sistemas eÓlicos de fornecimento de eletricidade

Sistemas para meios urbanos

Os pequenos sistemas eólicos para meios urbanos são muitas vezes montados no topo de prédios, ou em paredes. A sua capacidade nominal situa-se quase sempre abaixo de 1kW (kilowatt hora).

A maioria dos microssistemas disponíveis em lojas da especialidade – há um grande variedades de produtos a serem oferecidos pelo atual mercado - são sobretudo utilizados para carregar baterias, ou para fornecer eletricidade em contextos específicos: eletricidade para barcos e outros veículos recreativos, ou para sistemas de telecomunicações e sistemas eletrónicos diversos.

Novos produtos

Embora alguns dos muitos microprodutos eólicos para contextos urbanos possam ser úteis, a maior deles não o é – pela menos na perspetiva de fornecimento elétrico regular a edifícios.

Os pequenos sistemas eólicos de capacidade média e média-Alta para Moradias Isoladas e Meios Rurais

Há de qualquer modo uma outra categoria de sistema eólicos, com uma capacidade maior e torres de vários metros.

São os sistemas mais conhecidos e mais próximos dos sistemas eólicos tradicionais, usados para preencher as necessidades elétricas de casas isoladas ou para fins agrícolas como bombagem de água.

A maioria destes últimos sistemas tem uma capacidade entre 5 e 10 kW (kilowatts hora), mas há muitos com uma capacidade inferior (entre 1 e 5 kW) ou superior (até digamos 100 kW).

Ou seja: muitos destes sistemas - com capacidades entre 5 e 10 kW por hora – são capazes de satisfazer todas as necessidades elétricas de edifícios residenciais e outros.

Há no entanto que ter em conta diversos fatores.

A velocidade do vento em meios rurais e urbanos
É mais fácil conseguir-se padrões regulares e consistentes de vento em zonas rurais do que em zonas urbanas, onde o problema da turbulência do vento ou restrições diversas (à altura das torres, por exemplo), limitam o papel dos pequenos sistemas eólicos.

A capacidade dos pequenos sistemas eólicos

O consumo elétrico médio das residências brasileiras situa-se em cerca de 1.820 kWh/ano, embora atingindo o dobro ou mais em muitas zonas do Brasil, em certas alturas do ano (dados do Labee); já em Portugal o consumo sobe para 3.700 kWh/ano (Adene).

Consumos desta ordem podem facilmente ser preenchidos pelos pequenos sistemas eólicos.

Há porém que não esquecer que o tamanho de um pequeno sistema eólico, desenhado para preencher os consumos de um edifício ou de uma propriedade, depende de algo mais do que apenas da capacidade da sua turbina. Há que ter também em conta:

- a velocidade média do vento no lugar em causa; ou, noutros termos, o número de horas de vento consistente, e a sua velocidade.
- o acesso ou não à rede elétrica, e a ligação ou não do sistema eólico a essa rede.

Velocidade média do vento

Os recursos eólicos são obviamente determinantes para o sucesso de qualquer sistema eólico.

Ver, a este propósito: Eficiência dos sistemas eólicos e Altura, Torre eólica, Localização e velocidade do vento

Output real

Há que não esquecer que a capacidade nominal de uma turbina eólica não corresponde ao seu output. Quando se diz, por exemplo, que um sistema tem 1 kW/hora de capacidade, tal não significa que o seu output médio atinja esse valor. Frequentemente só atinge metade, ou 1/4, ou mesmo menos.

A capacidade nominal de um sistema eólico é uma capacidade teórica, para velocidades de vento ideais, normalmente fixadas pelo próprio fabricante, e por norma muito acima da velocidade média real. Ou seja, se a capacidade referida acima (1kw/hora), tiver sido calculada para uma velocidade de 12 metros por segundo (mps) quando a velocidade média real num certo local é de apenas 6 mps, então o output médio por hora (real) passará a ser muito menor.

E deve ser esse outro valor que terá que considerar no cálculo da produção elétrica média diária e mensal – e para se comparar essa produção com os consumos diários e mensais, ou para se calcular o tamanho do sistema de baterias (no caso de sistemas eólicos autónomos, não ligados à rede pública).

Sistemas eólicos autónomos

Naturalmente, sistemas eólicos sem ligação às redes elétricas gerais terão que ser “sobredimensionados”, de modo a responderem a situações de ausência de vento, e exigirão um adequado sistema de baterias - para armazenar eletricidade nos períodos em que a produção excede o consumo, e para fornecer eletricidade nos períodos em que acontece o contrário.

Por outro lado, eles terão que ter também um sistema de geração de eletricidade a diesel, para períodos mais longos de ausência de vento…

Ver a este propósito: Sistemas fotovoltaicos conectados e não conectados à rede elétrica (os conteúdos referidos nesta outra página, para os sistemas fotovoltaicos, são também válidos para pequenos sistemas eólicos de produção elétrica).

 

 

 

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