Sistemas híbridos de energia solar-eÓlica

A ideia é atrativa: um sistema capaz de aproveitar em simultâneo os recursos solares e eólicos, nos dias de sol e vento; um sistema com uma componente fotovoltaica para os períodos em que o vento não sopra ou sopra a velocidades baixas, e uma componente alimentada pelo vento, para os períodos em que o sol está ausente.

Dois sistemas capazes de minimizar o problema da intermitência associado aos sistemas de energia renovável, e que se podem suplementar e complementar.

Sistemas híbridos típicos

Os sistemas híbridos solar-eólicos incluem módulos fotovoltaicos, uma pequena turbina elétrica, sistemas de controlo elétrico e, para além de outras pequenas componentes, um sistema de baterias e um gerador elétrico a diesel, no caso de sistemas autónomos, não ligadas às redes elétricas.

sistema híbrido solar-eólicoCapacidade

Como seria de esperar, a combinação dos dois subsistemas (eólico e solar) é acompanhada por uma redução da capacidade de produção elétrica de cada um deles. Ou melhor: para se obter, por exemplo, um output de 300 kW de eletricidade por mês, o sistema é desenhado de modo a ter uma turbina de 4kW (kilowatts/hora) em vez de uma turbina de 6 kW; e o mesmo acontece com a parte fotovoltaica do sistema.

Output

O output de um sistema híbrido depende obviamente da capacidade nominal de cada um dos subsistemas, mas também de fatores como as condições solares e da velocidade média do vento no lugar de instalação, ou de pormenores ligados a esta.

No caso do subsistema eólico, há que ter em conta que a capacidade nominal é um valor largamente teórico, associado a condições ideais em termos de velocidade do vento. A produção efetiva pode ser metade ou um quarto dessa capacidade nominal (ver: Tipos e capacidade dos pequenos sistemas eólicos), dependendo da velocidade média do vento no lugar em causa.

Quanto à capacidade do subsistema fotovoltaico, para além dos recursos solares, há que ter em conta fatores como a sombra, ou a orientação do painel. Ver: Sombra, Ângulos, Direcção e Sistemas Solares

Sistema híbrido energia renovávelPreços

Os sistemas híbridos são tipicamente mais caros (20 ou 30% mais caros, em média) do que os sistemas fotovoltaicos ou os pequenos sistemas eólicos separados, para a mesma capacidade nominal.

Vantagens e desvantagens dos sistemas híbridos

Os sistemas híbridos podem minimizar o problema da intermitência, referido inicialmente. É um elemento importante.

Mas eles não deixam de, em última instância, estar dependentes dos constrangimentos dos sistemas não-híbridos, e sobretudo dos constrangimentos associados à produção de energia eólica a nível de localização e altura da torre.

Os sistemas híbridos apenas são verdadeiramente vantajosos em regiões onde os padrões de vento e os recursos solares se complementam significativamente, ou seja, em lugares onde o vento sopra frequentemente a velocidades significativas durante a noite, ou em que os períodos de bons recursos solares também são frequentemente acompanhados por ventos consistentes.

De outro modo, o facto de os sistemas híbridos serem mais caros, retira-lhes competitividade.

Questões a assegurar previamente

Também não se esqueça de que as vantagens de qualquer pequeno sistema de energia renovável associado a edifícios residenciais, escolas ou outros, está estreitamente dependente da eficiência energética dos edifícios em causa.

Por outras palavras: se quiser montar um sistema híbrido eólico-solar, antes de o instalar, considere níveis suficientemente elevados de isolamento para as paredes e para os sótãos e tetos da casa, e janelas eficientes, bem como um sistema de iluminação e eletrodomésticos capazes de reduzir os consumos energéticos para, digamos, metade.

De outro modo necessitará de um sistema híbrido grande e demasiado caro.

 

 

 

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