Edifícios escolares, uso de energia, impacto ambiental e níveis de bem-estar dos alunos e professores

As nossas escolas deveriam ser – em termos de consumo e produção de energia - um exemplo para as comunidades que servem. Elas deveriam consumir muito pouca eletricidade e gás, e estar a apostar na energia solar fotovoltaica. Mas não é isso que está a acontecer.

As nossas escolas deveriam proporcionar altos níveis de conforto, baseado numa boa orientação solar das salas de aula, em altos níveis de isolamento térmico, em janelas com vidros e caixilharia/esquadrias super-eficientes. Mas não proporcionam.

Ver também: Projetos Escolas Energia Zero

Utopia?

A situação aqui descrita como desejável aparece como uma utopia distante, para a maioria dos responsáveis pelas escolas. Há muitas questões mais imediatas e consideradas como mais urgentes, a sobreporem-se a preocupações de natureza energética e ambiental, ou às questões de bem-estar físico de professores e alunos que as modificações referidas acima poderiam trazer.

Há uma grande indiferença – em parte associada ao desconhecimento – sobre a importância das questões energéticas para as escolas, e sobre aquilo que se pode fazer desde já.

E no entanto... há poucas questões realmente tão importantes para as comunidades escolares. A questão energética é uma questão fundamental e estratégica, que deve ser ponderada com particular cuidado por todos, e que se vai colocar em toda a sua importância nos próximos anos. Daí que deva ser discutida e esclarecida para que não se repitam e se perpetuem erros lamentáveis.

Questões básicas

Há que não esquecer as razões da importância da questão energética a nível das escolas. Elas estão sumarizadas nos infográficos que listamos a seguir:

As Escolas devem dar o exemplo a nível da instalação de painéis solares fotovoltaicos.
Escolas amigas do ambiente.
Mensagens que os professores e as Escolas devem divulgar em matéria de energia
O papel das Escolas de arquitetura e construção civil no nosso futuro ambiental
Escolas & Edifícios Energia Zero

Basicamente, há que sublinhar o seguinte:

Impacto ecológico

Embora uma parte significativa da electricidade que utilizamos tenha origem em fontes renováveis (eólica, hidráulica....) há uma outra parte igualmente importante que vem de centrais funcionando com energia fóssil e que produzem anualmente biliões de toneladas de C02 e outros gases nocivos. Literalmente, os edifícios (escolares e outros) são responsáveis por grande parte das emissões de CO2 associadas à produção da energia que utilizamos.

Mas não tem que continuar a ser assim.

Mais: Casas, escolas e outros edificios: impacto ambiental

Reduzir os consumos de energia

Os consumos de eletricidade e de gás das escolas podem ser drasticamente reduzidos, sem afectar a qualidade do ensino. Altos níveis de isolamento térmico nas paredes externas dos nossos edifícios, e janelas (e portas) muito eficientes podem reduzir para níveis muito baixos as perdas indesejadas de calor (inverno) ou or ganhos indesejados (tempo quente), aumentando substancialmente os níveis de bem-estar dos alunos e professores, e reduzindo os possíveis gastos de climatização para níveis mínimos.

A maioria dos nossos edifícios escolares são altamente ineficientes, mesmo os remodelados recentemente. É um facto lamentável, associado à grande falta de informação e de sensibilização a nível político e dos gabinetes de arquitetura. A eficiência energética é uma questão ainda hoje longínqua para a maioria dos arquitetos e construtores. E os responsáveis pelos escolas públicas seguem-lhes o rasto. Consequência: falta de conforto natural, redução dos níveis de concentração a aprendizagem dos alunos, altas faturas energéticas e impacto ambiental extremamente negativo (não devemos esquecer que por detrás dos nossos consumos elétricos há dezenas de centrais a carvão e a gás).

Por outro lado, as salas de aula ou as salas de professores deveriam estar orientadas convenientemente para o sol (e protegidas por sombra nos períodos de tempo quente).

Questões de desenho arquitetónico envolvendo os ângulos de acesso e protecção solar, ou questões como vidros e caixilharias/esquadrias termicamente eficientes ou questões como varandas e palas arquitetónicaos, ou o envolvimento externo imediato aos edifícios escolares (incluindo a sombra de árvores) são fulcrais para a eficiência energética.

É algo que não foi convenientemente acautelado na altura da construção ou remodelação estrutural das nossas escolas, mas que deve ser tido em conta em futuros melhoramentos e aquando da construção de escolas novas.

Mais: Eficiência energética em edifícios

Bem-estar físico e produtividade dos alunos e professores

Não esquecer que o bem-estar físico dos alunos e professores depende imenso de temperaturas consistentes e dos níveis de iluminação das salas de aula.

Diversos estudos têm demonstrado que a forma como os alunos vêem, sentem, ouvem e em última análise se concentram e estudam é significativamente afetada pela (des)conforto térmico e níveis de luz. Há que não minimizá-lo, e que ter em conta que isso tem muito a ver com a eficiência energética dos edifícios escolares.

Ver: Edifícios e Níveis de Conforto

Eletricidade solar fotovoltaica

Por outro lado, há toda a vantagem em instalar painéis solares fotovoltaicos a nível das nossas escolas. Montados em grande escala os projetos de eletricidade solar são hoje economicamente competitivos com as fontes convencionais de produção eléctrica.

As características das escolas e a dimensão dos seus edifícios viabiliza a introdução imediata de energia solar fotovoltaica. Os impedimentos são, neste momento, sobretudo de natureza burocrática. Faltam projetos, falta iniciativa, faltam parcerias, falta financiamento.

Ver: As Escolas devem dar o exemplo a nível da instalação de painéis solares fotovoltaicos.

 

Edifícios energia zero

Pode usar a imagem acima desde que inclua menção da autoria da mesma a GuiaCasaEficiente.com.
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Para dezenas de outros recursos ilustrados, ver lista.

 

 

 

 

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