Normas e regras envolvendo novas construÇÕes, e planeamento urbanístico

É de toda a importância a introdução de novas regras e objetivos energéticos para novos edifícios.

Os atuais códigos de construção ignoram ou ficam muito aquém do desejável em matérias como...

--- níveis de isolamento mínimos para paredes, telhados e sótãos,
--- janelas e portas eficientes,
--- telhados refletivos
--- sistemas de iluminação e equipamento eficiente.

E o resultado dessa ausência é muitas vezes ignorado e subestimado, mas não o dever ser. Os edifícios são os maiores consumidores de energia, à escala mundial. O que significa que eles são também os maiores responsáveis pela emissão de gases poluentes, ainda que uma parte desses gases seja emitida a nível das centrais produtoras de eletricidade.

Edifícios energia zero

As autoridades das nossas cidades e os nossos municípios não podem continuar a fechar os olhos ao que se passa a nível da construção de edifícios e sua reabilitação, e às questões energéticas que direta ou indiretamente se lhes associam.

São precisas novas normas de eficiência energética para edifícios - algo que em parte é da competência dos municípios brasileiros e que vai fazer parte dos códigos portugueses muito em breve, quando for implementada a Directiva 2010/31/UE, artigo 9º, prevendo edifícios (quase) energia zero.

Os nossos edifícios não podem continuar como até aqui a ser os maiores consumidores de energia; eles devem, além disso, ser apetrechados com painéis fotovoltaicos de modo a preencherem grande parte ou a totalidade dos seus consumos energéticos e até a venderem eletricidade para a rede.

Ver: Edifícios e carros elétricos.

O planeamento urbanístico municipal

O planeamento urbanístico é por regra um área de pesadelo, com múltipas distorções herdadas de décadas atrás, em que se cruzam interesses opostos, os planos em vigor, e por outro lado os direitos e as expetativas dos proprietários de terrenos e imóveis.

No entanto, esse planeamento deve ser orientado e reformulado de modo a promover uma correta orientação dos edifícios em relação ao sol e aos demais elementos, bem como um adequado design arquitetónico, configuração e tamanho.

Isso é fundamental na construção de edifícios de baixo consumo energético.

O exemplo australiano

O exemplo dos códigos de construção e diretrizes de eficiência energética australianos pode ser altamente interessante na perspetiva brasileira, pelas óbvios semelhanças climáticas entre muitas zonas dos dois países.

Os australianos estão a pressionar os construtores, arquitetos e proprietários de edifícios a cumprirem normas energéticas avançadas. Mais concretamente eles estão a exigir que os edifícios atinjam classificações de 6 Stars, o que normalmente passa por questões como adequado sombreamento e acesso solar, e medidas arquitetónicas como a a minimização da superfície de paredes externas, um adequado pé-direito e janelas bem dimensionadas e eficientes energéticamente, para além de bom isolamento térmico.

Ver: Austrália: obrigatório construir casas de baixo consumo energético.

O caso dos edifícios energia zero

Em termos ideais, os edifícios devem produzir pelo menos o equivalente à energia que consomem. E isso não é impossível, nem vai criar grandes custos adicionais a nível da construção se houver as adequadas opções e massificação de produção de janelas, portas, painéis solares e materiais de isolamento, e adequados projetos e licenciamentos.

Ver infográficos:
Edifícios Energia Zero (Quase)
A eficiência energética de edifícios é bastante mais do que apenas equipamento
A importância das casas de baixo consumo energético para uma revolução verde
Esbanjamento de energia e poluição em edifícios
O que deve pedir ao seu arquiteto

Ver também:
Cidades, Municípios: como aumentar a eficiência energética dos edifícios
.

 

 

Top or Home PageConteudo relacionado
Contents Topo .... Inicio