COMO É QUE OS MUNICÍPIOS BRASILEIROS E PORTUGUESES PODERÃo INCENTIVAR A eficiÊncia energÉtica a nível de edifícios

Há muitos casos de sucesso a nível de projetos de melhoria energética em edifícios antigos.

Apenas um exemplo, envolvendo um edifício emblemático e conhecido em todo o mundo: o Empire State Building, onde os seus proprietários investiram, em 2006, mais de 600 milhões de dólares em janelas eficientes e outros melhoramentos energéticos, entretando recuperados or via de poupanças energéticas (ver este infográfico Empire State Building).

O caso brasileiro e português

Mas a realidade de outros países, ou os exemplos isolados que neles podemos idenficar, pode não ser muito relevante no nosso caso.

As vantagens financeiras da melhoria da eficiência energética dos atuais edifícios portugueses ou brasileiros não são normalmente suficientemente atrativas do ponto de vista dos promotores imobilários e proprietários dos edifícios.

Os nossos climas não tornam os ganhos em eficiência energética - nomeadamente os ganhos com a climatização - tão significativos quanto os ganhos noutros países.

Há vantagens claras em termos de conforto térmico e em termos ambientais - ou mesmo em termos de ganhos financeiros a longo prazo - mas sem enquadramentos, incentivos, apoios e códigos de construção, ou sem projetos e financiamentos de grande dimensão não será possível obter a grande e desejada viragem.

Os obstáculos

Há obstáculos que têm a ver com falhas de mercado. Uma vez que o retorno do investimento pode envolver períodos de 10, 15, 20 ou mais anos, e uma vez que se exige um capital inicial significativo, os proprietários dos edifícios optam frequentemente pelas soluções energeticamente mais ineficientes.

Ver estes dois infográficos, a este propósito:
Eles não pagam as faturas energéticas nem os custos ambientais
Como levar os proprietários e construtores a preferir edifícios de baixo consumo energético

O que as políticas municipais devem ter em conta, em matéria de edifícios....

Enfoque seletivo:

As políticas municipais de incentivo à construção e remodelação de edifícios de baixo consumo energético poderão ter um enfoque seletivo. Questões custo-benefício podem justificar que os esforços se restrinjam a elementos específicos dos edifícios: as janelas, em apartamentos, por exemplo.

Momentos de intervenção

Há que dar atenção aos momentos em que as autoridades municipais poderão intervier com maior êxito:

- aquando de remodelações envolvendo as partes estruturais dos edifícios.
- nos momentos de concepção dos novos edifícios; a este nível há que dar especial atenção a questões como a localização, layout, orientação solar do edifício, envolventes externas, questões arquitetónicas diversas ou os níveis de isolamento térmico e a qualidade e eficiência das janelas e das portas exteriores em contacto com os espaços internos.

Ver estes infográficos:
Como obrigar os construtores e proprietários a construir casas de baixo consumo energético?
Austrália: obrigatório construir casas de baixo consumo energético.
Que nota dá à sua cidade em matéria de casas, escolas e construção amiga do ambiente?
Negócios de biliões & Renováveis e eficiência energética de edifícios
Árvores, plantas e pavimentos junto às nossas casas
A localização e a orientação dos edifícios: impacto ambiental e energético
Tornar os nossos edifícios mais confortáveis e amigos do ambiente

Grandes projetos

Os ganhos em matéria de conforto térmico e em termos de faturas energéticas e ambientais podem ser muito significativos, mas é sobretudo em grandes edifícios ou em conjuntos de edifícios e bairros que os ganhos associados à melhoria energética são mais elevados.

Isso permite reduzir custos burocráticos, de instalação, logísticos e outros. As reduções de custos associadas à escala dos projetos marcam muitas vezes a diferença entre o sucesso e o fracasso financeiro dos projetos de melhoria energética em edifícios.

Parcerias e meios necessários

Sem empresas trabalhando em grande escala, capazes de reduzir custos por via da estandardização do diagnóstico e em termos de procedimentos, licenciamentos, e instalação em série das janelas, portas, materiais de isolamento e outros melhoramentos, não haverá verdadeiro sucesso em termos de eficiência energética de edifícios existentes.  

Nota sobre As Áreas de melhoria energÉtica

As áreas de melhoria energética nos atuais edifícios envolvem...

--- as janelas e envidraçados (a área mais crítica na maior parte dos apartamentos),
--- as portas externas em contacto com os espaços interiores,
--- os níveis de isolamento térmico de tetos, sótãos, paredes e eventualmente dos pisos;
--- telhados refletivos e questões de sombreamento (sobretudo no caso brasileiro);
--- a eficiência do sistema de iluminação e do equipamento utilizado pelos edifícios, ou seja, os equipamentos de frio e calor mas também frigoríficos, eletrodomésticos e aparelhagem residencial.

A instalação de painéis fotovoltaicos é também uma área crucial na melhoria energética dos edifícios, sobretudo se se eles tiverem sido previamente preparados em termos de eficiência energética.

Ver:
O crescimento da solar elétrica vai depender muito dos municípios e de políticas locais
Passos críticos antes da instalação de um sistema de eletricidade solar fotovoltaica.

 

 

 

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