Isolamento das superfícies internas das paredes de caves e garagens subterrÂneas

Em climas com invernos frios, as caves e garagens subterrâneas associadas a moradias e outros edifícios podem ser lugares desagradáveis, húmidos e, no inverno… muito frios; e são, por outro lado, uma causa de elevados gastos energéticos nas partes habitadas ou nas zonas de trabalho dos edifícios em causa.

Mas será que em países com climas quentes o moderados - o caso do Brasil ou mesmo de Portugal - vale a pena isolar as caves e garagens soterradas?

Isolar ou não?

Na maioria dos climas brasileiros a resposta é Não.

Em climas quentes não há qualquer vantagem térmica e energética em isolar as paredes das caves e garagens subterrâneas - a não ser que a garagem ou a cave seja apenas parcialmente soterrada, e haja transferências de calor importantes por via das partes das paredes acima do nível do solo (e desta para as restantes zonas do edifício).

Nas garagens e caves caracteristicamente subterrâneas, em climas quentes, o não isolamento propicia perdas de calor por via das paredes, o que acaba por ser vantajoso.

Mas a situação é diferente em climas como o português, ou em zonas climatéricas muito específicas do sul do Brasil. Nestes casos, as caves e as garagens subterrâneas, sem isolamento adequado, tornam-se facilmente lugares frios e problemáticos.

Transferências de calor e consumo de energia

Em termos muito simples: em climas com estações frias ou muito frias, se houver infiltração de ar frio a nível da cave/garagem, os níveis de conforto e as necessidades de aquecimento dos pisos superiores aumentarão.

E mesmo que não haja infiltração de ar frio a nível dessas estruturas soterradas, se houver transferências de ar climatizado das partes superiores do edifício para as caves (garagens) e, consequentemente, perdas de calor por via de paredes não isoladas, isso terá implicações em termos de de conforto e gastos em energia.

Se for esse o seu caso, considere o isolamento térmico das paredes (e eventualmente do teto) da sua cave ou garagem. Os pontos abaixo equacionam as técnicas de isolamento e os materiais utilizados.

Tenha no entanto em conta que o isolamento térmico não deve ser efetuado sem que previamente seja resolvidos eventuais problemas de humidade e de presença de água a nível das paredes. E também não deve ser ensaiado em paredes danificadas, por onde hajam infiltração de ar ou água. Nesses casos, há antes de mais que resolver esses problemas.

Aplicação de um material isolante rígido sob a superfície interna da parede

Isolamento das paredes interiores de uma cave com uma placa r�gida de um material isolanteO isolamento (interno) das paredes de uma cave ou de uma garagem é algo que, tipicamente, se resume à aplicação de um painel rígido sobre a superfície interna do concreto/betão.

A imagem ao lado esquematiza a forma como o painel rígido é aplicado à parede.

Naturalmente, o isolante térmico deve ser convenientemente protegido por via de uma cobertura em gesso ou outro material similar.

Tipo de material

Em países da América do Norte é muito frequente a utilização de placas rígidas de fibra de vidro, mas é mais vantajosa a utilização de placas de polistireno (XLS) extrudido. Estas placas não deixam de requerer adequada cobertura, mas são altamente resistentes à água, têm um melhor valor térmico e ocupam menos espaço.

Em paredes de fundação que não apresentem superfícies suficientemente lisas (paredes que em vez do concreto/betão foi utilizada pedra ou outros materiais), haverá que escolher um outro material isolante – normalmente poliuretano injetado, aplicado por firmas especializadas.

Nível de isolamento térmico

Considere níveis de isolamento térmico suficientemente altos, ou seja, pelo menos uma placa rígida de polistireno extrudido com 5 cm de espessura, ou algo equivalente.

 

 

 

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