Aquecimento e arrefecimento de edifícios divisÃo a divisÃo

Por que não climatizar apenas as partes da casa ou do edifício que estão a ser utilizadas, nas alturas convenientes? Proceder de outra forma é gastar energia despropositadamente.

É esta a ideia subjacente aos sistemas de aquecimento e arrefecimento zonais, ou seja, divisão a divisão.

As estratégias de climatização de um edifício por zonas ou divisões - usando o ar condicionado, ou bombas de calor, ou outros sistemas de aquecimento ou arrefecimento - é algo que se está a banalizar.

AC multisplit divisão a divisãoAr condicionado em várias divisões (Sistemas multi-split)

Os sistemas multi-split associados ao ar condicionado são bons exemplos de sistemas de climatização divisão a divisão.

Neste caso o sistema é composto por uma unidade externa e por várias unidades terminais internas (frequentemente 2 a 5 unidades), cada uma com um termostato próprio de modo a permitir o uso e a programação separada em cada uma das zonas do edifício.

Climatização divisão a divisão com sistemas de aquecimento e arrefecimento central

Os fabricantes e vendedores de sistemas de climatização central estão também a promover ativamente a climatização divisão a divisão.

A ideia é acoplar ao sistema um conjunto de válvulas ou outro sistema similar comandado por termostatos programáveis, em cada zona do edifício.

Funcionalmente os sistemas acabam por se assemelhar bastante aos sistemas multi-split referidos acima.

Poupanças energéticas

As poupanças energéticas proporcionadas pela climatização divisão-a-divisão podem ser muito significativas. Mas tudo depende da programação e uso que se fizer do sistema. E também da “separação” efetiva das zonas. A climatização por zonas funciona mal (ou não funciona) em espaços muito abertos.

A existência de portas ou outros separadores de zona ajudam bastante, mas podem não ser suficientes.

Por outro lado, se o edifício não estiver conveniente isolado em termos térmicos, os ganhos e perdas indesejadas de calor (através de janelas, tetos ou outras vias) não permitirão poupanças energéticas significativas.

São limitações óbvias dos sistemas de aquecimento e arrefecimento zona a zona.

Conclusões

Em resumo: as poupanças energéticas dependem mais de fatores como os níveis de isolamento térmico do edifício e a eficiência das janelas, ou do seu tamanho e posicionamento, ou da arquitetura do edifício e a sua exposição ou proteção em relação ao sol, do que da implementação de sistemas de climatização zonal.

Há que não esquecer que os sistemas de climatização central envolvem um desenho energeticamente ineficaz, e não serão os sistemas de climatização por zonas que o tornarão verdadeiramente eficientes.

Os sistemas de climatização divisão a divisão podem gerar poupanças de energia significativas, mas não devem ser sobrevalorizados e encarados como a solução energética para os problemas ambientais e energéticos levantados pela climatização de edifícios.

 

 

 

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