Aquecimento e arrefecimento central & Alternativas

Os sistemas de aquecimento e arrefecimento central são frequentemente considerados como formas de climatização ideal; para muito gente é sinónimo de conforto térmico.

O que na maior dos casos é claramente falso. Os sistemas centrais de climatização são característicamente caros e ineficientes energeticamente. Eles consomem demasiada energia e podem não propiciar os níveis de conforto térmico que lhes são atribuídos.

Inconvenientes dos sistemas de climatização central

As perdas de calor/frio a nível da distribuição são sempre significativas, embora variáveis. Elas atingem pelo menos 5 a 10%, podendo atingir valores da ordem dos 40% em sistemas envolvendo condutas de ar climatizado.

Mas há outros inconvenientes:

- altos custos de compra e de instalação (os custos de instalação e distribuição de um sistema de climatização central podem ultrapassar os custos do equipamento);
- dificuldades de dimensionamento correto (sobredimensionamento ou sub-dimensionamento são causa de baixa eficiência dos sistemas centrais de climatização);
- gastos de energia em partes do edifício que estão a ser climatizadas sem necessidade.
- custos de manutenção significativos (sem os quais a eficiência do sistema baixa, e os gastos de energia sobem).

Ou seja: os sistemas de aquecimento e arrefecimento central são por norma sistemas energeticamente ineficientes.

Equipamento mais eficiente pode ajudar a baixar os gastos energéticos; unidades modernas, capaz de modular a velocidade de transmissão de calor ou frio, ou equipamento intrinsecamente eficiente como bombas de calor geotérmicas, podem de facto reduzir os gastos energéticos dos sistemas de climatização central.

Mas essas reduções são sempre relativas, devido ao seu desenho.

alternativas

A melhor alternativa aos sistemas de aquecimento central assenta largamente em questões de 1) arquitetura e desenho, 2) exposição solar do edifício e 3) altos níveis de isolamento térmico.

Há que não esquecer que o conjunto de perdas e ganhos indesejados de calor em edifícios convencionais atinge facilmente valores da ordem dos 80% ou 90%.

Ou seja: a função dos sistemas de climatização não é tanto o de aquecer ou arrefecer os edifícios onde estão montados, mas o de compensarem as perdas ou ganhos de calor indesejados que se verificam por via do envelope do edifício (janelas, portas exteriores, tetos, paredes e pisos).

Algo que pode ser largamente evitado a nível de novos edifícios, projetando-os e construindo-os de forma diferente da convencional - o que por seu turno permite substituir os sistemas de climatização central por pequenos sistemas muitíssimo mais baratos e gastando uma fracção da energia.

Questões de exposição solar e sombra, questões de isolamento de paredes, tetos e pisos, ou questões associadas à configuração do edifício e ao tamanho das janelas e à sua localização e eficiência determinam largamente as necessidades de climatização das habitações, escolas, escritórios e outros edifícios.

É possível desenhar e construir edifícios sem sistemas de aquecimento central, sem perda de conforto térmico.

Ver: Arquitetura e gastos energéticos

Aquecimento e arrefecimento divisão a divisão

E há outra alternativa a ser considerada, e que até pode ser associada a sistemas de climatização central: aquecimento e arrefecimento divisão a divisão.

Por que não climatizar apenas as divisões do edifício que estão a ser utilizados, nos momentos em que delas necessitamos? É a ideia subjacente aos sistemas zonais de climatização (climatização divisão a divisão).

Ver: Aquecimento de edifícios divisão a divisão

 

 

 

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